Branquinho amarga sua primeira grande derrota na Câmara de Unaí

Em circulação esta semana em todo o Noroeste de Minas, a edição de abril do Jornal Visão Regional, estampa uma matéria que descreve em detalhes, como o governo do prefeito José Gomes Branquinho em Unaí, está caminhando para dias difíceis junto ao Poder Legislativo. Tudo, por falta de diálogo do prefeito com os parlamentares. Veja a íntegra:

A apresentação de 3 projetos de lei que mexem na carreira e consequentemente no bolso dos servidores públicos municipais de Unaí, já que extinguem alguns cargos e criam novos na mesma função, porém com salário menor e carga horária maior, mostraram fragilidade na relação do prefeito Branquinho com sua base de sustentação na Câmara. Dos 12 vereadores que caminhavam com o governo, 5 podem estar dando adeus a administração e seguindo com mandato independente já nos próximos dias.

O impasse

O prefeito Branquinho criou 3 projetos de lei, PL 13, PL 14 e PL 18, todos eles, na opinião de vários vereadores, e ainda de acordo com uma análise feita por um especialista a pedido do Jornal Visão Regional, necessários para promover justiça a centenas de servidores e ao bom andamento da administração municipal em Unaí. Porém, ao ser enviado à Câmara, vieram à tona os pontos que desagradam alguns servidores, que insatisfeitos, não deixaram passar em branco e começaram a se manifestar com críticas aos projetos. Sem culpa no cartório, porém com a batata quente nas mãos, os vereadores ouviram os principais prejudicados e apresentaram sugestões a Branquinho. O prefeito, por sua vez, atendendo algumas solicitações dos vereadores, criou substitutivos, que não contemplaram a vontade da maioria, e os enviaram ao Poder Legislativo para serem apreciados e votados.

Sem Diálogo

Antes de enviá-los, o prefeito Branquinho se reuniu com os vereadores para informar quais as solicitações foram atendidas. Não houve diálogo, já com o documento pronto, o prefeito disse que não podia atender todos os pontos e ponto. Buscando amenizar a polêmica, por sugestão de um vereador, Branquinho convocou a imprensa, mas errou no discurso ao proferir frases como: “Isso não é problema meu”; “a responsabilidade é dos 15 vereadores também”; “não fomos nós que criamos esta situação”; “o prefeito não pode ficar no PA vigiando médico”; “servidor tá metendo a faca no vereador”; “se o salário é baixo, não faça o concurso”. E aí, como o discurso do prefeito não soou bem, a batata que estava nas mãos dos vereadores, ficou ainda mais quente. Resultado, um dos projetos, o 14, foi derrubado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, onde 5 dos 5 membros da comissão, pertencem ou pelo menos pertenciam à base do governo.

Sem Articulação

Considerado um habilidoso articulador político, o prefeito Branquinho foi derrotado exatamente por falta de articulação. Em conversa com um vereador, da base, nossa reportagem ouviu dele que Branquinho só se reuniu com os parlamentares após a polêmica pronta. “Tentou jogar para nós a responsabilidade de arcar com o ônus de seus atos, ou seja, encarar servidores e votar contra os interesses deles. Não é bem assim que a coisa funciona”, disse o vereador, sugerindo que o prefeito deveria primeiro ter promovido um amplo debate e mostrado aos servidores e à comunidade as reais necessidades da nova lei, para só depois empurrar tamanha responsabilidade para os vereadores. “Faltou articulação”, completou o parlamentar.

Vereador da base afirma que Branquinho mentiu

Ao afirmar na imprensa que sentou com os 12 vereadores e ficou tudo certo quanto aos substitutivos, o prefeito Branquinho desagradou alguns de seus aliados. Entre eles, o vereador Valdmix, que se mostrou indignado com a afirmação do prefeito e disse categoricamente em entrevista ao site Portal Unaí, que o prefeito Branquinho disse inverdades à imprensa. “O prefeito falou que os 12 vereadores estavam comungando com o projeto e isso é uma inverdade, participei da reunião e ouvi, mas voto com o servidor”, desabafou Valdmix. Outros 4 vereadores, que não quiseram gravar entrevista, disseram que a declaração de Branquinho foi inoportuna e causou prejuízos em suas bases eleitorais. “Só vejo uma saída para limpar minha imagem, desembarcar desse governo e seguir com mandato independente”, declarou um aliado de Branquinho.

Líder de governo enxerga o diálogo como a melhor solução

Ex-presidente da Câmara e exímio pacificador, o vereador Alino Coelho, atual líder de governo, acredita no diálogo como solução para o que ele chama de pequeno impasse. Alino alega que algumas pessoas não entenderam a real necessidade da nova lei e com isso os vereadores sofreram muita pressão. Ele explicou diversos pontos do projeto e afirmou que o mesmo vai reparar injustiças na carreira e no salário de mais de 500 servidores que atuam na função de serviços gerais, além de garantir o funcionamento da máquina pública nas próximas décadas. “Não há dúvida que a simples tramitação desses projetos na Casa está causando desgastes aos parlamentares. Mas isso é função do vereador, ouvir, analisar, discutir e votar. Tenho esperança que a poeira vai baixar e nós vamos continuar conversando para manter a unidade do grupo, visando sempre o progresso de Unaí.

Fonte: Jornal Visão Regional

Conteúdos Relacionados

Curso de iniciação teatral movimenta fim de semana

Antenada em fortalecer a cultura unaiense com a formação de novos atores teatrais, a ...

Eleição com chapa única confirma Doutor Altir por mais um mandato

O Sindicato dos Produtores Rurais de Unaí realizou nesta terça-feira, 17 de abril, a ...

Unaiense ganha o mundo através do teatro

O Dia Mundial do Teatro é comemorado neste mês de março, mais especificamente dia ...